quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Banda antiga, banda nova

Gosto muito de descobrir novas bandas. Novas bandas de qualidade, leia-se. Mas por novas não quero dizer que tenham aparecido agora. Pode ser simplesmente uma banda antiga da qual eu nunca havia ouvido falar. O Treat é o exemplo mais recente.




Eu tinha o álbum Organized Crime, mas nunca tinha dado a devida atenção, até ouvir com o Carlão (sempre ele) na http://www.animalrecords.com.br alguns outros sons. Fiquei maravilhado, virei fã. Virei mais fã ainda depois de assistir o DVD ao vivo no Firefest III de 2006.
O Treat foi formado por volta de 1983 e ainda chuta bundas. Hard Rock de responsa com altas doses de melodia, chegando a beirar o AOR em alguns momentos. Um vocalista, Robert Ernlund, que com certeza foi influência para os cantores contemporâneos do estilo. É uma banda que você simplesmente não consegue passar incólume. Se estiver tocando em algum lugar quando você estiver passando, uma paradinha para ouvir com mais atenção é inevitável.

E aí eu me pego pensando. Quantas outras boas bandas existem por aí que eu nunca ouvi falar? Só com o Treat eu estava perdendo 26 anos de boa música. Meu lado colecionador e curioso fica mais atiçado do que deve ser o limite do saudável.

Enquanto eu continuo garimpando por aí atrás de boa música, eu deixo vocês aqui ouvindo o Treat, esperando que, quem não conhece, tenha a mesma reação que eu tive, e quem já conhece, que relembre e volte a prestigiar os caras.

E, lembre-se, se você gostou do artista, não baixe, junte uma grana e compre o material original. Prestigie quem te diverte!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

EXPLOSÃO SÔNICA!!!

É, eu sei fazia tempo, mas a volta é forte e tem um motivo fantástico!!




Sonic Boom caiu na minha mão, e eu um review faixa a faixa, como prometido pelo twitter (@ronaldohr) se faz necessário. Sim amigos, Sonic Boom é tudo que o Kiss alardeou e muito mais!!!

1-)MODERN DAY DELILAH - Essa foi dada de presente aos fãs faz tempo já. Um riff forte, com cara bem setentista e ao mesmo tempo moderna. Um trabalho vocal incrível de Paul Stanley e vc consegue ouvir distintamente todos os outros 3 no backing. O solo de Tommy é mais Ace que o próprio. Excelente abertura

2-)RUSSIAN ROULETTE - Gene vem cantando na sequência. Uma música com a cara do God of Thunder. Cadenciada, cheia de malícia e uma interpreação vocal surpreendente. Gene soa maduro, como nunca soou. Esse som tem uma cara incrível de Hot in the Shade. Faz de conta que a gente acredita que não tava guardada na gaveta desde aquela época Ok?

3-)NEVER ENOUGH - Paul só pode estar de sacanagem. Nem ferrando o cara tá cantando tanto assim! Essa música é um delírio, uma composição forte, cheia de backings pra todo lado. Podia estar no Rock n' Roll Over tranquilo. O melhor refrão do Kiss desde My Way. Isso aqui é Kiss em seu estado mais puro!

4-)YES I KNOW (NOBODY'S PERFECT) - huahuahhuaa, Gene Simmons preguiçoso! Eu tenho essa música em formato demo a uns 10 anos já! Ela está reapaginada, mais rápida, e com backing vocals perfeitos de Eric e Tommy, mas esse é um som do gene dos anos 70 que ele nunca gravou. Mas valeu, é um baita som e merecia ser lançado oficialmente

5-)STAND - Meu Deus do céu, fora de brincadeira, estou chorando e arrepiado até os pelos do rabo! Paul e Gene cantando juntos, dividindo versos e um refrão que coloca sorriso no rosto até de quem tem a boca costurada. Essa é pra cantar junto no show, logo depois de Rock n' Roll All Nite e antes de Detroit Rock City. O som mais próximo do hard melódico moderno do album. Múisca perfeita com um solo inspiradíssimo de Tommy

6-)HOT AND COLD - Mais uma do Gene, com um cheiro de Hot in the Shade que dá pra sentir de longe. Carregada de malícia, seria a "Christine Sixteen" do album. aquele tipo de som que Gene cantaria mostrando a língua a cada dois versos. Vc só sente um clima setentista no solo.

7-)ALL FOR THE GLORY - Yesss! Eric cantando. Sempre adorei a voz dele e o novo "The Cat" não faz feio no lead. Um refrão forte e marcante, uma característica deste album. Não consigo colocar essa música numa linha de tempo na discografia, mas se fosse pra arriscar eu colocaria no Love Gun. Talvez a mais "moderna" do album, por isso a dificuldade. Um musicaço que também merece ir pro set de show.

8-)DANGER US - Paul de novo. 100% Classic Rock, mais uma que poteria estar no Rock n' Roll Over. Um trabalho de bateria incrível de Eric. Discreto e marcante. Não é a mais memorável do album, mas não deixa de ser fantástica.

9-)I'm an Animal - Gene assume a frente de novo, uma múisca mais crua, mais violenta, num midtempo bem marcado e uma cadência interessante. A múisca que menos me chamou a atenção

10-)WHEN LIGHTNING STRIKES - Tommy assume a frente. O cara realmente merece o manto do Spaceman. Esse som poderia estar tranquilamnete no Trouble Walkin do Frehley's Cometh. Timbre de voz e solo que não devem nada ao querido Ace. Adorei, uma das minhas favoritas

11-)SAY YEAH - Ah, a cereja do bolo. A banda pode abrir show com esse som que é sucesso absoluto. Só de ouvir dá vontade de cantar junto e sair berrando o refrão SAY YEAH!!!!! Hit instantâneo.

EM SUMA: Sim, Sonic Boom é tudo que foi prometido e mais! Um disco sólido, com ótimas canções. Até as menos ótimas são memoráveis. O refrão da maioria delas já grudou nos meus ouvidos e tem pelos menos 2 ou 3 que TEM QUE ESTAR no set list dos próximos shows. Esse disco, na minha opinão, nasceu clássico. Eric e Tommy fazem um trabaho fantástico, as linhas de baixo e Gene são lindas e de bom gosto notável e Paul é a alma dessa banda mesmo. Façam um favor a vocês mesmos: COMPREM E OUÇAM, ISSO É PURO KISS!!!!!!!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais um que nos deixa.





Morre Marcel Jacob.

Talentosíssimo baixista, rivalizado apenas talvez por Billy Sheehan no Hard Rock foi encontrado morto hoje, aos 45 anos de idade, aparentemente tendo cometido suicídio. Marcel fez parte de inúmeras bandas como Talisman, Humanimal, Human Clay, e atualmente estava no Last Autumn's Dream.
Ex sideman de John Norum e Yngwie Malmnsteen, Marcel se destacava pela sua velocidade, timbre limpo, porém agressivo e um incrível senso melódico que proporcionava linhas de baixo alucinantes, sempre empunhando seu Fender Precision preto.
Marcel estava gravando o oitavo album de estúdio do Talisman, comemorando 20 anos de banda, quando simplesmente desistiu, decidiu acabar com tudo. Não sabemos e não devemos nem querer saber o que o levou a isso, devemos lembrar de sua múisca, de suas performances e de sua habilidade como instrumentista.
Como disse Jeff Scott Soto em seu site, que ele agora realize seu sonho de fazer uma Jam com Phil Lynnot.
Fica aqui o vídeo de Crazy, com o Talisman, que tem uma das linhas de baixo mais marcantes deste grande artista. R.I.P. Man


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Últimas lágrimas de Outono

Hard rock melódico é um estilo perigoso. Por ter sido muito chupado pelo pop é sempre muito simples escorregar e cair neste estilo do qual Michael Jackson foi rei (pronto, falei do cara, agora parem de perturbar). São necessárias altas doses de talento e elegância para não cair na baba ou na apelação musical e fazer um som de respeito. E o Last Autumn's Dream é uma banda que tem isso de sobra.


Montada por um "quem é quem" do Rock Melódico, incluindo-se aí o fantástico Marcel Jacob do Talisman no baixo, a banda entrega um hard melódico de respeito, elegante e que não cai na baba nunca. Tá certo que chega a flertar legal com o pop de vez em quando, mas é tão discretamente que não incomoda.

O que mais me agrada no LAD (escrever o nome inteiro dessa banda é uma foda) é que suas composições, mesmo as mais "romanticosas" tem um pique legal, um feeling up que te bota pra cima. E no final, não é essa a alma do rock? Te botar pra cima?

Enfim, mais uma banda muito bacana que quem não conhece, deve conhecer. E como sempre eu dou meu empurrãozinho pra vc ouvir na moleza. Do Album Saturn Skyline - For the young and the wild.



quinta-feira, 2 de julho de 2009

Do que você gosta?

Gosto musical. Taí uma coisa que me intriga deveras.
Quando mais novo, mais rebelde e menos compreensivo (não que eu seja dos mais hoje) eu simplesmente achava quem não gostava do que eu ouvia simplesmente um idiota. Aquela galera toda delirando ao som dos puts puts da vida no Moinho e no Reumo da Ópera e eu me sentindo um alienígena sendo atacado por raios sonoros de alta letalidade. Com a idade vem um pouco mais de sabedoria e o gosto musical se tornou pra mim um mistério. Eu por exemplo nao consigo entender uma pessoa sorrir e se animar e se divertir ouvindo Calypso (Prolapso para os íntimos). E entendo menos ainda quem faz cara feia ou pede pra eu baixar o som quando aquele Hardão foda chega ao seu ápice num belo e grandioso refrão. Mesmo dentro do rock divergem. Normalmente quem ouve Death ou Thrash abomina Hard, conheço poucos que passeiam pelos vários subestilos do rock sem torcer o nariz para menos uns 3 deles.
Comecei no rock ouvindo muito Kiss. Hoje curto as mais diversas vertentes mas o Kiss e o Hard que ele influenciou ainda são meus favoritos. Porém, além do rock, incorporei muito blues e algo de jazz e soul ao meu gosto. Mas quando alguém diz "adoro Zezé diCamargo e Luciano" eu já vomitei antes do segundo zé. E tenho certeza que quem curte a dupla referida acima sangraria pelo nariz nos primeiros 15 segundos de audição de qualquer música do Destruction.
O que faz uma pessoa gostar disso ou daquilo? Meio em que vive? Influência cultural? Exposição? Não pode ser só isso ou hoje eu ouviria Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo e Roberta Miranda, pois era só isso que meus pais escutavam.
Mas lembro como se fosse hoje quando eles colocaram Elvis no carro a primeira vez, num K7 coletânea. A música era "Return to Sender". Alguma coisa mexeu comigo ouvindo aquela fita. Havia algo diferente ali. Aquilo me pegou pelo saco e mais tarde eu via muito de Elvis, seja na performance ou no som em muitos dos meus artistas favoritos. Incrível não? Eu não suportava quando eles colocavam qualquer coisa de música, mas Elvis me cativou na primeira nota.
Então eu digo caro leitor, não pode ser só influência, é algo que nasce com você. Acredito piamente que estamos geneticamente pré-dispostos a gostar mais desse ou daquele tipo de música. E isso só corrobora com aquele velho jargão: " ROCK TÁ NO SANGUE!"

terça-feira, 30 de junho de 2009

Kissin' the 80's

O Kiss é uma grande banda. Ponto indiscutível. Ninguém chega com sucesso a quase 40 anos de carreira sem ter qualidade. O Kiss está aproveitando tudo que fez dela a maior banda do mundo nos anos 70 pra fazer shows lotados e um bom sucesso agora no presente. Os shows continuam ótimos, como fui testemunha ocular por 2 vezes, mas não posso deixar de divagar...
Conheci o Kiss pelo Alive III. Já sabia da existência da banda (o show de 83 no Maraca exibido pela Globo sempre ecoou na minha mente) mas era muito novo antes disso para ter noção de gosto musical. Ali era um Kiss pesado, rejuvenescido pelo Revenge e pela entrada de Eric Singer na bateria. Adquiri em pouco tempo toda a discografia da banda e me tornei fã de todas as suas fases, gostando até mesmo de "The Elder" e "Unmasked". Mas o bicho pegou pra mim mesmo na fase anos 80.
Sim eu adoro os anos 70, a era de ouro, mas aquelas músicas dos anos 80 tinham um quê a mais que me faziam e ainda fazem pirar. O que me leva a minha divagação? Por que não uma tour só com sons dessa fase? Sons escolhidos a dedo de Creatures of the Night até Hot in the Shade?
Segundo meu amigo Carlão isso é um sonho impossível. Gene Simmons nunca concordaria. Ele está bem confortável fazendo shows com músicas que ele conhece de cor e salteado, escondendo a idade e o físico por trás da Alter Ego do Demônio e faturando horrores com arenas lotadas e não se arriscaria com um projeto desses, infelizmente.
Mas ainda é de graça sonhar e eu sonho com um show que abra com "Creatures of the Night", passe por "Thrills in the Night", "Exciter", "King of the Mountain", Love's a Slap in the face" e feche majestosamente com "Turn on the Night"
E é com Turn on the Night, uma das minhas favoritas dessa fase 80's que eu me despeço. Dêem uma ouividinha e vejam se um show que feche com um som desses tem como ser ruim.

terça-feira, 23 de junho de 2009